Uma viagem pela história dos principais pontos turísticos do Centro de Florianópolis

Embora as atividades hoteleiras já estejam liberadas após a suspensão das atividades em função do coronavírus, sabemos que o setor de turismo ainda precisará de alguns meses para se restabelecer completamente. Enquanto isso não acontece, que tal um tour virtual por alguns dos mais importantes pontos turísticos do Centro Histórico de Florianópolis?

CONHEÇA OS MARCOS HISTÓRICOS DO CENTRO DE FLORIANÓPOLIS

Mercado Público

O Mercado Público de Florianópolis é um patrimônio artístico, histórico e arquitetônico da Ilha de Santa Catarina. Ele foi construído no lugar em que comerciantes ilhéus montavas suas barracas entre os séculos XVII e XIX, e ali, vendiam diversos tipos de produtos, como frutas, verduras e legumes, carnes, leite e derivados, peças de cerâmica e outros utensílios, aves vivas e, claro, peixes. Esse comércio abastecia os navios que saíam da velha Nossa Senhora do Desterro e iam para o Oceano Pacífico, pelo Rio da Prata.

O primeiro mercado municipal começou a ser construído em 1848, mas por conta da má administração e por falta de verba, a obra ficou paralisada por dois anos, sendo concluída somente em 1851. Com o passar do tempo, o local ficou pequeno para o número crescente de comerciantes, que voltaram a montar barracas na parte externa do mercado, obrigando a construção de um segundo galpão, o “galpão do peixe”, em 1891. A partir daí, o Mercado Público passou por uma série de ampliações e reformas e somente na década de 1970, com o aterro da Baía Sul, o local ficou com a configuração que conhecemos hoje.

O Mercado Público é reduto de amantes da gastronomia e também é parada obrigatória para turistas que querem levar uma lembrança de Floripa para casa. O local, que abriga lojas de souvenir, empórios, cafés, sorveterias, inúmeras peixarias e restaurantes tradicionais, recebe milhares de pessoas, principalmente para o happy hour às sextas e para almoços aos sábados.

 

Largo da Alfândega / Casa da Alfândega

A Alfândega da antiga Desterro foi inaugurada em 1876 e, obviamente, servia como local de fiscalização de mercadorias que chegavam e saíam dos trapiches da Baía Sul Com o aterro, em 1970, o local ganhou uma praça bastante movimentada, onde, três vezes por semana, acontece uma feira de produtos coloniais, e que servia de palco para manifestações populares e apresentações culturais.

Recentemente, o Largo passou por uma grande reforma e foi completamente revitalizado, ganhou novo paisagismo, espelhos d’água que marcam o local onde o mar batia nos muros da Alfândega, e estruturas, como uma grande cobertura em forma de renda de bilro, em alusão ao tradicional artesanato manezinho.

A Casa da Alfândega abriga uma feira permanente de artesanato. O prédio está, atualmente, passando por um grande processo de reforma estrutural e deve ser reaberto em um até um ano.

 

 

Catedral Metropolitana

A Catedral Metropolitana de Florianópolis é um marco do povoamento definitivo da cidade, que começou em 1673, com um vilarejo onde, hoje, é a Praça XV e a Catedral. Em 1679, Francisco Dias Velho solicitou o título das terras e levantou a primeira igreja do povoado, dedicada à Nossa Senhora do Desterro. Em 1715, a igrejinha virou paróquia e, em 1773, a construção ganhou aspecto mais parecido com o que conhecemos hoje.

Além de sede da Igreja Católica na cidade, a Catedral Metropolitana abriga a importante escultura “Fuga para o Egito”, obra-prima entalhada à mão, em peça única, pelo artista tirolês Ferdinand Demetz. A torre do relógio foi instalada em 1897, para receber a peça vinda da Alemanha, assim como também é alemão o órgão de tubos Speith Orgelbau que, em solenidades especiais, acompanha o Coral Santa Cecília. Ao todo, a Catedral possui sete sinos – os dois mais antigos (que datam de 1872 e 1896) foram presentes de Dom Pedro II.

A poucos metros da Catedral está a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e de São Benedito dos Homens Pretos. Em estilo barroco, a igreja, inaugurada em 1830, era frequentada por escravos e, ainda hoje, guarda relíquias dos tempos da escravidão.

 

Praça XV de Novembro

Assim como a Catedral Metropolitana, a Praça XV de Novembro está localizada no "marco zero" da cidade. O jardim começou foi construído entre 1885 e 1887, e recebeu árvores do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. A mais famosa dela, a Figueira do centro da praça, chegou em 1891 (com cerca de 20 anos), ano em que a Praça XV
de Novembro foi inaugurada.

O local foi e é palco de diversos eventos religiosos, políticos, artísticos e culturais, como manifestações populares (a famosa Novembrada, em 1979, por exemplo) e ensaios abertos das escolas de samba da cidade (antes da inauguração da Passarela Nego Quirido, os desfiles das agremiações aconteciam em volta da Praça.

No dia a dia, é local de passagem de milhares de pessoas que trabalham ou moram no Centro, possui uma feira de artesanato, que acontece algumas vezes por semana e, geralmente, recebe uma atração musical em seu coreto nas manhãs de sábado.

 

 

Palácio Cruz e Sousa / Museu Histórico de Santa Catarina

Em meados do século XVIII, o brigadeiro José da Silva Paes foi nomeado o primeiro governador da recém-criada Capitania de Santa Catarina e, para sua residência, foi construída a “Casa de Governo”, hoje Palácio Cruz e Sousa, em homenagem ao principal porta simbolista brasileiro – e um dos mais importantes do mundo –, nascido em Desterro, em 1861, João da Cruz e Sousa.

Atualmente, a antiga “Casa Rosada” é sede do Museu Histórico de Santa Catarina, e guarda os restos mortais do poeta, além de um rico acervo de móveis, objetos, fotografias e documentos que remontam importantes fatos políticos de Santa Catarina.

O acervo do museu é composto por móveis e objetos de época. Os aposentos reproduzem a rotina de quem vivia ali, com sala de música, de jantar, quartos e outros ambientes que fizeram parte da agitada história política de Santa Catarina. Os salões do Museu Histórico de Santa Catarina recebem importantes exposições de artistas catarinense de todas as épocas, além de concertos e performances artísticas.

Quando tudo isso passar, Florianópolis estará de braços abertos, como sempre, pronta para receber visitantes dos quatro cantos do mundo com toda hospitalidade e beleza, que já são marcas registradas da Ilha da Magia.